
mais Vila do Conde
Gostei muito de “Arena”. A curta de João Salaviza possui vários méritos – a concentração temporal e espacial da narrativa, a pressão daquele lugar a explodir na cena, um poderoso sufoco que permite sentir a urgência e as convulsões daquele meio, etc. – mas o que mais me impressionou foi sem dúvida a maneira extremamente física como ele filma o corpo do protagonista e dos demais expostos àquela temperatura incendiária – o suor, a visceralidade, a crueza e a porosidade do tecido humano e da carne inteiramente captados pela máquina. Por instantes a fazer lembrar a incomparável brutalidade e a violência do cinema de João Pedro Rodrigues.
0 comentários:
Enviar um comentário