terça-feira, 26 de outubro de 2010

Cinema sempre foi coisa de vândalos e de foras da lei. Eu sabia-o. De vencidos e de resistentes. De quadrilhas e de amor nú no palheiro. Kids estilhaçados. De verdade e de chagas arrancadas das profundezas do íntimo. Do whiskey e das bafaradas. Cânticos de pássaros a esmagarem todos os barulhos dos carros e do fumo e do resto. Gigantescas construções esbatidas-demolidas na pureza das águas originais. Trop tôt, trop tard. Sam. Jean - Luc e as suas cartas/filmes/tudo/nada. Esse mágnifico Ventura que ainda ecoa num rosto e numa voz. O Guest que percorreu o mundo inteiro sem pedir nada em troca. Os líricos dos filmes de guerra sem armas. Clássicos-revolucionários e revolucionários-clássicos. Os que fazem sempre as mesmas coisas e coisas sempre diferentes. Filmes. Apenas filmes. Fim. Princípio. Princípio. Fim. A História destruída pelo coração. Abaixo as escolas. Abaixo o meio. Os vândalos, sempre. Os escondidos. Manuel ou Manel ou o último romântico-cavaleiro à face da terra. Lost West. Track of the Cat esqueçido. A bela do coração roubado. Falaremos…

2 comentários:

Luís A. disse...

subscrevo

Sabrina Marques. disse...

Une catastrophe,
c'est la première
strophe d'un poème
d'amour.